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Desenvolvimento Sustentável: O que esta sendo feito?

A conexão entre o ser humano, o meio ambiente e o desenvolvimento econômico têm evoluído bastante nos últimos tempos. Com isso, percebemos a crescente implantação de projetos com fonte em energia renovável, projetos de reciclagem e outros como formas de estímulo ao desenvolvimento sustentável.

Contudo, para compreender o que é e como vem sendo desenhado o cenário da sustentabilidade no mundo, é preciso conhecer um pouco da história por trás dos acontecimentos atuais.

Já em 1983 o tema começava a se fazer urgente na pauta mundial, então a ONU criou a Comissão Mundial sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento que foi liderada pela médica Gro Harlem Brundtland. O objetivo era de fomentar o debate e elaborar propostas relacionadas à conservação ambiental e ao desenvolvimento econômico.

Em abril de 1987 a Comissão publicou o Relatório intitulado “Nosso Futuro Comum”. Nele, o desenvolvimento sustentável é definido como:

[…]“processo de mudança no qual a exploração de recursos, o direcionamento de investimentos, a orientação do desenvolvimento tecnológico e as mudanças institucionais estão todas em harmonia e aumentam o potencial atual e futuro para atender às necessidades e aspirações humanas”.

Para que o conceito acima  seja aplicado e tenha validade é importante que os recursos naturais e os direitos humanos sejam protegidos.

Vale ressaltar ainda, que quando falamos em sustentabilidade, tratamos sobre um conjunto de aspectos sociais tão importantes quanto o meio ambiente, como por exemplo, a desigualdade, a fome, a falta de água potável e saneamento básico.

Em 2015 um passo importantíssimo foi dado. Os 193 países membros das Nações Unidas adotaram uma nova política em prol do desenvolvimento do mundo e a melhor qualidade de vida para todos.

São 17 os objetivos da agenda de desenvolvimento sustentável que devem ser implantados em todos os países do mundo até 2030.

Tais metas foram traçados dentro de uma perspectiva universal, ou seja, refletem as aspirações de diversas nações do mundo.

Também conhecidos como ODS, visam a construção de um mundo mais justo, próspero, sustentável e igualitário.

No site do  IBGE, é possível acompanhar cada um dos 231 indicadores dos ODS, em tempo real.

De acordo com o estudo, puxam para baixo a nota do país os índices relacionados à corrupção e segurança.

Com relação ao quesito “segurança ao andar à noite”, o Brasil está entre os 10 piores, por outro lado, o desempenho na busca pela erradicação da pobreza é bem destacado. Num contexto geral, o Brasil ocupa a 52ª posição, com pontuação de 64,4.

No site do Planalto é possível encontrar o Relatório Nacional sobre os ODS, onde o governo federal apresenta a estratégia do país. Nosso  foco está nos objetivos 1, 2, 3, 5, 9, 14 e 17, sobretudo no combate à pobreza.

“O desafio brasileiro de redução das nossas históricas desigualdades dialoga integralmente com a estratégia de ação da Agenda 2030”, diz o relatório.

O governo brasileiro propõe um modelo consistente de parcerias entre Estado, setor privado e indivíduos. O documento explica também, dentre outras coisas, o projeto de interiorização dos objetivos via municípios, que é considerada a forma mais eficiente para mitigar a disparidade regional, social e econômica do amplo território brasileiro.

Na escala de 0 a 100, de acordo com o relatório global produzido pelo Fórum Econômico Mundial, apenas seis países alcançaram o índice acima de 80 pontos, ou seja, cumprem mais de 80% do seu melhor resultado possível.

São eles, respectivamente:

Suécia

Dinamarca

Noruega

Finlândia

Suíça

Alemanha

O propósito do ranking é permitir que os países encontrem referências usando uma medida holística que compreenda todos os ODS e meça todos de maneira igualitária

A Suécia, por exemplo, é a principal referência em reciclagem no mundo, onde 99% do lixo é reutilizado, reciclado ou transformado em energia. A Dinamarca combate de forma intensa o desperdício de alimentos e a Noruega, além de ostentar o maior IDH do planeta, investe forte em energia renovável – até 2020, terá o maior parque eólico da Europa.

No site da ONU, há um quadro global que apresenta todos os indicadores e todos os Estados-membros.

O modelo de desenvolvimento de nossa sociedade atual acabou por causar consequências severas ao meio ambiente e ao ser humano, por isso é hora de reforçar mudanças.

“É importante manter a estratégia atualizada”, afirma Ana Carolina Szklo. “Em 2030, deveremos olhar ainda mais para frente e projetar ações para 2050, por exemplo, como já acontece com a agenda das mudanças climáticas”.

Está claro que os desafios são gigantes e o lema é não deixar ninguém para trás.

Natacha Ward Sá

Janeiro 2020

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